
Em um cenário de mudanças rápidas, solução de capacitação permite desenvolver colaboradores de forma contínua, trazendo resultados práticos à operação.
O microlearning é um método de aprendizado caracterizado pela criação de conteúdos curtos, focados e de rápida assimilação. Diferentemente dos treinamentos tradicionais, que exigem horas de dedicação às aulas e aos estudos, o formato divide o conteúdo em pílulas, que podem ser consumidas em poucos minutos.
A abordagem é ideal para garantir a atualização constante da equipe, mesmo quando tempo e recursos são escassos. Permite reforçar conceitos, apresentar novas ferramentas ou explicar processos de forma dinâmica.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), Leyla Nascimento, o microlearning responde a demandas atuais do mercado. “O pós-pandemia evidenciou a necessidade de modelos de treinamento flexíveis, especialmente para equipes híbridas. Para as pequenas e médias empresas, investir em um método de aprendizado ágil é um diferencial competitivo, pois permite ganhar velocidade e preparar melhor as equipes com menor custo”, afirma.
Passo a passo de implementação
Para montar uma trilha de capacitação que realmente traga os resultados esperados, é preciso ter objetivos bem definidos, selecionar os conteúdos com critério e acompanhar continuamente os resultados. A seguir, algumas orientações para estruturar esse processo.
1. Tenha clareza do problema que precisa resolver. Defina uma questão pontual a ser trabalhada no treinamento, como uma etapa de processo interno que os colaboradores estão com dificuldade de seguir ou uma nova tecnologia que determinada área precisa conhecer e começar a aplicar. Mapeie as principais lacunas de conhecimento a respeito do tema para delimitar o que será informado.
2. Conheça seu público. Quem são as pessoas da equipe que precisam passar pelo treinamento? Como é a rotina delas e quais formatos de conteúdo mais consomem? “Embora o ideal seja diversificar os conteúdos do microlearning entre vídeos, áudios e textos curtos, entender a preferência do público é crucial para garantir o engajamento”, explica a proprietária e fundadora da Consultoria Estratégica em Educação Midiar, Andréia Ribeiro.
3. Estruture o conteúdo. Crie materiais concisos, com um roteiro objetivo. Apresente o problema, as consequências de não enfrentá-lo e, por fim, ofereça uma solução, um caminho claro para resolvê-lo. “Quem está participando do treinamento precisa saber por que aquele conteúdo é importante e o que precisa fazer imediatamente após terminar a capacitação”, diz Ribeiro.
4. Invista em curadoria de conteúdo ou busque apoio de especialistas. Para tratar temas abrangentes, é possível utilizar tutoriais e palestras disponíveis na internet, desde que sejam respeitados os direitos autorais. Para informar sobre a importância do feedback ou métodos de gestão ágil, por exemplo, a própria área de RH pode fazer uma curadoria de conteúdos prontos e planejar uma agenda recorrente para distribuí-los internamente. Essas ações podem ser complementadas com rodas de conversa ou reuniões individuais para tirar dúvidas e aproximar os conceitos aprendidos da realidade da empresa. Para temas mais específicos, considere desenvolver materiais sob medida, em parceria com profissionais de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) que tenham experiência em tecnologia. Outra opção é contratar plataformas de educação corporativa que atendem ao formato de microlearning, a um custo acessível, como Futurize e UOL Edtech.
5. Garanta e estimule o uso. O acesso dos colaboradores ao treinamento deve ser fácil e intuitivo. Oferecer um mínimo de qualidade nos textos, vídeos e áudios compartilhados também é fundamental para o engajamento. Para aumentar a adesão, pode-se vincular a realização do treinamento a metas de desempenho ou planos de carreira.
6. Acompanhe os resultados. Avalie continuamente o aprendizado para medir resultados e ajuste as estratégias sempre que necessário.
